Conversa no celular
Belém do Pará 14 de janeiro de 2009, segunda feira, duas mulheres pegaram em pontos diferentes o mesmo ônibus. Cidade Nova 04, rumo ao centro comercial da cidade, elas conversam pelo celular.
Eneida. Sentada logo atrás do cobrador, lado esquerdo ao lado de um estudante, na janela (que esta fechada para não arrepiar os cabelos louros) calça jeans, estilo Gang, bem rente ao púbis. Tênis All Star rosa, meias soquete branca, camisa rosa com a logomarca da empresa em branco, óculos escuros meio gateados. Provavelmente 35 anos. Loura.
Alicia. Sentada lá no fundo, lado esquerdo, na ultima fileira do ônibus lotado. Vestindo calça jeans desbotada e rasgada em pontos estratégicos Sapato preto salto 15, blusa vermelha, mangas curta e com lantejoulas amarelas, azuis e verdes formando um buquê flores bem na linha dos seios com sutiã de alça de silicone transparente, suspendendo fartos seios. Alicia Trindade, idade, provavelmente 25,30 anos. Loura.
- Eneida eu nem te conto do que eu fiz neste final e semana. Vais ficar com inveja. Eneida você não acha que hoje este calor é um absurdo, nós estamos vivendo um clima idêntico ao deserto do Saara. Viste na televisão aquela reportagem.
- Foste para o aniversario da tua vó?
Alicia - no inicio eu não ia. Depois fui. Não te levei porque tu não ias te acostumar. Tu é urbana, é cheia de frescura.
Eneida - Tas fazendo idéia errada de mim. Mas conta. Que homem foi esse?
Alicia – Como tu sabes que foi homem?
Eneida – e tu já pensas em outra coisa?
Alicia – credo que maldade essa tua, eu penso sim em um monte de coisas. Veja só; hoje esta prevista uma onda de calor com temperatura de 40 graus. Estamos vivendo em Belém um efeito estufa.
Eneida – Eu também assisti o jornal da manhã. Fala sobre o teu final de semana.
Alicia – Foi impressionante e eu fiquei com ele a tarde inteira num igarapé. Fantástico. O homem é impressionante. Um guerreiro. Me pegou de tudo quanto foi jeito. Eu acho que peguei uma micose na bunda. Estou cheia de calombo no corpo inteiro de tanto mosquito, mas ah! Foi uma coisa assim.Você imagina isso?
Eneida – No igarapé não sei lá o que podia entrar em mim. Mas de homem, homem mesmo bem que estou precisando, ando meio devagar depois do que o Nelson me fez.
Alicia - Aquele safado. Mas também você queria o que? Estava escrito na testa calva dele “C A N A L H A”, lembra do churrasco do Vidinho, ele deu em cima de mim. Ele te abraçava e por trás de ti ele piscava, mexia os lábios me provocando. Homem ridículo. Tu parece boba.
Eneida - É as vezes eu pareço sabe lá o que?
Alicia - Tábom tábom, e eu aqui contando minhas peripécias sexuais, há bom. Escuta, tu é minha parceira, minha melhor amiga.
Eneida - Alicia eu ouvi um barulho de sirene, foi uma ambulância do SUS que passou por ai?
Alicia - Agorinha mesmo, eu ouvi também no teu celular. Você esta vendo o viaduto?
Eneida – Estou.
Alicia – Você está vendo o batalhão dos Bombeiros. Que ônibus tu pegaste?
Eneida – Cidade Nova 04, que eu sempre pego, passa próximo da tua casa, eu estou na frente, sentada atrás do cobrador.
Alicia – Eu estou também neste mesmo ônibus, mas eu não te vi na tua parada.
Eneida - Faz o seguinte, vem para cá, vamos sentar juntas, o rapaz ao meu lado é estudante e já vai sair. Não é moço? Você pode ceder o luar para minha amiga, por favor. Obrigada.
O estudante de 2º, sem nenhuma coragem para contradizer tal loura, levanta da cadeira do ônibus. Eneida coloca sua bolsa no lugar vazio, antes que um senhor tente sentar e explica. – Desculpe meu senhor, mais este lugar esta reservado para minha amiga que esta em pé lá trás e já esta vindo.
Alicia - Empurrando com as coxas o senhor, pedindo licença para o estudante. Moço por favor, me deixa passar. Obrigado. Obrigado.
Enfim as duas louras reuniram-se, sentaram juntas para colocar os papos em dia.
O estudante que perdeu seu lugar ficou em pé ficou sorridente; ganhou um visão privilegiada dos fartos seios sobressaindo da blusa cavada da loura que chegou.
Alicia - Pronto amiga obrigada pelo lugar.
Eneida - Sua louca, porque tu não me falaste que estava no ônibus, agora fico gastando celular à toa.
Alicia - Até que estava bem assim, pessoalmente acho que tu falas muito, me deixa tonta. Hum. Que cheiro é esse? Estas com aquele perfume francês horrível.
Eneida – Deixa de inveja, tu é que falas muito. Tu gostas do meu perfume, só no teu aniversario te dou de presente. Agora conta tu aventura interiorana.
Alicia Tem muita gente no ônibus, Vão ouvir.
Eneida – fala mais baixo com esse barulho do transito, ninguém ouve. Conta logo.
Alicia - Certo. Tu sabes que tenho uma tia vó, foi ela que me criou lá em Murinim, e, bem nova vim para cá, pra Belém e ai.
Eneida - Não enrola, eu já conheço toda a história da tua vida, e inclusive posso te dizer que já ouvi várias versões, que a tua imaginação é algo assim. Conta logo, eu vou descer duas paradas adiante.
Alicia - Há, é sexo, puro sexo. Eu gosto, tu sabes né, anda tão difícil encontrar um. E quando se acha um homem bonito.
Eneida - É fresco! Mas tem uns que são carinhosos, levam a gente para jantar.
Alicia – Não tem jeito, não gosto de fresco. Eu gosto é de homem, bruto, macho, sem frescura. Quero te perguntar uma coisa.. Tu podes me levar na tua mãe de santo.
Eneida – Que é isso? O que é que tem uma coisa haver com a outra?
Alicia – Te explico, foi uma coisa que me deixou com a pulga atrás da orelha. Venho me sentindo estranha. Veja só. Eu fui para Murinin sexta feira de noite o aniversário de 93 anos da vovó foi no sábado
Eneida - Conta mais rápido que na próxima parada eu desço.
Alicia - O nome dele é Romualdo. Baixo, um pouco mais alto que eu. Caboclo criado sem cueca, índio, indígena de pele morena, cabelo preto, sem pelos; forte, trocundo e o que foi de melhor. Bem, muito bem dotado.
Eneida – Jura de que jeito?
Alicia – Larga, grossa, comprida. Eneida, quando ele entra. Atola, invade, preenche.
Eneida – E, e quando ele vem em Belém.
Alicia – Já coloquei minha casa a disposição. Só pra mim
Eneida – Egoísta. E o porque da mãe de santo?
Alicia - Segundo a vovó, ela que criou ele, ele foi achado na beira do rio. Ela diz que ele é filho de boto. Teve uma hora quando estava agarrada, sentada nele, passei a mão nos cabelos pretos e puxei pro meus peitos. Eneida tinha bem no alto um buraco na cabeça dele. Ai ele me abraçou e mergulhamos no igarapé. Eneida, te juro amiga, te juro por tudo quanto é mais sagrado, o igarapé, de fundura, chegava até meus joelhos, mas quando ele me levou, fui indo para fundo, fui indo, indo. Sabe caldo de cana. Coloca um luz dentro que fica iqualzinho por onde fui. Quando gozei, gozamos, notei que o buraco fazia chiii,chiii, respirava. Foi louco, o melhor final de semana da minha vida. Só que Depois de ter gozado, na volta para casa da vó perguntei a ele e ele disse sim que era filho do boto.
Eneida – E ai?
Alicia – E se ele for mesmo?
Eneida – E dai? eu já dei pra coisa pior. Já vou pro trabalho.Já estou descendo. Faz o seguinte, compra um aquário. Melhor monta uma piscina de água corrente no teu quintal e, me convida que eu vou passar um domingo inteiro feito minhoca no anzol pra esse peixe ficar me comendo.
Eneida. Sentada logo atrás do cobrador, lado esquerdo ao lado de um estudante, na janela (que esta fechada para não arrepiar os cabelos louros) calça jeans, estilo Gang, bem rente ao púbis. Tênis All Star rosa, meias soquete branca, camisa rosa com a logomarca da empresa em branco, óculos escuros meio gateados. Provavelmente 35 anos. Loura.
Alicia. Sentada lá no fundo, lado esquerdo, na ultima fileira do ônibus lotado. Vestindo calça jeans desbotada e rasgada em pontos estratégicos Sapato preto salto 15, blusa vermelha, mangas curta e com lantejoulas amarelas, azuis e verdes formando um buquê flores bem na linha dos seios com sutiã de alça de silicone transparente, suspendendo fartos seios. Alicia Trindade, idade, provavelmente 25,30 anos. Loura.
- Eneida eu nem te conto do que eu fiz neste final e semana. Vais ficar com inveja. Eneida você não acha que hoje este calor é um absurdo, nós estamos vivendo um clima idêntico ao deserto do Saara. Viste na televisão aquela reportagem.
- Foste para o aniversario da tua vó?
Alicia - no inicio eu não ia. Depois fui. Não te levei porque tu não ias te acostumar. Tu é urbana, é cheia de frescura.
Eneida - Tas fazendo idéia errada de mim. Mas conta. Que homem foi esse?
Alicia – Como tu sabes que foi homem?
Eneida – e tu já pensas em outra coisa?
Alicia – credo que maldade essa tua, eu penso sim em um monte de coisas. Veja só; hoje esta prevista uma onda de calor com temperatura de 40 graus. Estamos vivendo em Belém um efeito estufa.
Eneida – Eu também assisti o jornal da manhã. Fala sobre o teu final de semana.
Alicia – Foi impressionante e eu fiquei com ele a tarde inteira num igarapé. Fantástico. O homem é impressionante. Um guerreiro. Me pegou de tudo quanto foi jeito. Eu acho que peguei uma micose na bunda. Estou cheia de calombo no corpo inteiro de tanto mosquito, mas ah! Foi uma coisa assim.Você imagina isso?
Eneida – No igarapé não sei lá o que podia entrar em mim. Mas de homem, homem mesmo bem que estou precisando, ando meio devagar depois do que o Nelson me fez.
Alicia - Aquele safado. Mas também você queria o que? Estava escrito na testa calva dele “C A N A L H A”, lembra do churrasco do Vidinho, ele deu em cima de mim. Ele te abraçava e por trás de ti ele piscava, mexia os lábios me provocando. Homem ridículo. Tu parece boba.
Eneida - É as vezes eu pareço sabe lá o que?
Alicia - Tábom tábom, e eu aqui contando minhas peripécias sexuais, há bom. Escuta, tu é minha parceira, minha melhor amiga.
Eneida - Alicia eu ouvi um barulho de sirene, foi uma ambulância do SUS que passou por ai?
Alicia - Agorinha mesmo, eu ouvi também no teu celular. Você esta vendo o viaduto?
Eneida – Estou.
Alicia – Você está vendo o batalhão dos Bombeiros. Que ônibus tu pegaste?
Eneida – Cidade Nova 04, que eu sempre pego, passa próximo da tua casa, eu estou na frente, sentada atrás do cobrador.
Alicia – Eu estou também neste mesmo ônibus, mas eu não te vi na tua parada.
Eneida - Faz o seguinte, vem para cá, vamos sentar juntas, o rapaz ao meu lado é estudante e já vai sair. Não é moço? Você pode ceder o luar para minha amiga, por favor. Obrigada.
O estudante de 2º, sem nenhuma coragem para contradizer tal loura, levanta da cadeira do ônibus. Eneida coloca sua bolsa no lugar vazio, antes que um senhor tente sentar e explica. – Desculpe meu senhor, mais este lugar esta reservado para minha amiga que esta em pé lá trás e já esta vindo.
Alicia - Empurrando com as coxas o senhor, pedindo licença para o estudante. Moço por favor, me deixa passar. Obrigado. Obrigado.
Enfim as duas louras reuniram-se, sentaram juntas para colocar os papos em dia.
O estudante que perdeu seu lugar ficou em pé ficou sorridente; ganhou um visão privilegiada dos fartos seios sobressaindo da blusa cavada da loura que chegou.
Alicia - Pronto amiga obrigada pelo lugar.
Eneida - Sua louca, porque tu não me falaste que estava no ônibus, agora fico gastando celular à toa.
Alicia - Até que estava bem assim, pessoalmente acho que tu falas muito, me deixa tonta. Hum. Que cheiro é esse? Estas com aquele perfume francês horrível.
Eneida – Deixa de inveja, tu é que falas muito. Tu gostas do meu perfume, só no teu aniversario te dou de presente. Agora conta tu aventura interiorana.
Alicia Tem muita gente no ônibus, Vão ouvir.
Eneida – fala mais baixo com esse barulho do transito, ninguém ouve. Conta logo.
Alicia - Certo. Tu sabes que tenho uma tia vó, foi ela que me criou lá em Murinim, e, bem nova vim para cá, pra Belém e ai.
Eneida - Não enrola, eu já conheço toda a história da tua vida, e inclusive posso te dizer que já ouvi várias versões, que a tua imaginação é algo assim. Conta logo, eu vou descer duas paradas adiante.
Alicia - Há, é sexo, puro sexo. Eu gosto, tu sabes né, anda tão difícil encontrar um. E quando se acha um homem bonito.
Eneida - É fresco! Mas tem uns que são carinhosos, levam a gente para jantar.
Alicia – Não tem jeito, não gosto de fresco. Eu gosto é de homem, bruto, macho, sem frescura. Quero te perguntar uma coisa.. Tu podes me levar na tua mãe de santo.
Eneida – Que é isso? O que é que tem uma coisa haver com a outra?
Alicia – Te explico, foi uma coisa que me deixou com a pulga atrás da orelha. Venho me sentindo estranha. Veja só. Eu fui para Murinin sexta feira de noite o aniversário de 93 anos da vovó foi no sábado
Eneida - Conta mais rápido que na próxima parada eu desço.
Alicia - O nome dele é Romualdo. Baixo, um pouco mais alto que eu. Caboclo criado sem cueca, índio, indígena de pele morena, cabelo preto, sem pelos; forte, trocundo e o que foi de melhor. Bem, muito bem dotado.
Eneida – Jura de que jeito?
Alicia – Larga, grossa, comprida. Eneida, quando ele entra. Atola, invade, preenche.
Eneida – E, e quando ele vem em Belém.
Alicia – Já coloquei minha casa a disposição. Só pra mim
Eneida – Egoísta. E o porque da mãe de santo?
Alicia - Segundo a vovó, ela que criou ele, ele foi achado na beira do rio. Ela diz que ele é filho de boto. Teve uma hora quando estava agarrada, sentada nele, passei a mão nos cabelos pretos e puxei pro meus peitos. Eneida tinha bem no alto um buraco na cabeça dele. Ai ele me abraçou e mergulhamos no igarapé. Eneida, te juro amiga, te juro por tudo quanto é mais sagrado, o igarapé, de fundura, chegava até meus joelhos, mas quando ele me levou, fui indo para fundo, fui indo, indo. Sabe caldo de cana. Coloca um luz dentro que fica iqualzinho por onde fui. Quando gozei, gozamos, notei que o buraco fazia chiii,chiii, respirava. Foi louco, o melhor final de semana da minha vida. Só que Depois de ter gozado, na volta para casa da vó perguntei a ele e ele disse sim que era filho do boto.
Eneida – E ai?
Alicia – E se ele for mesmo?
Eneida – E dai? eu já dei pra coisa pior. Já vou pro trabalho.Já estou descendo. Faz o seguinte, compra um aquário. Melhor monta uma piscina de água corrente no teu quintal e, me convida que eu vou passar um domingo inteiro feito minhoca no anzol pra esse peixe ficar me comendo.








